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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Cães Envenenados



 Há dias, em frente à tip. da República, presenciámos a aflitiva morte de um cão rateiro, envenenado por meio de estricnina.
Nesse mesmo dia soubemos ter morrido pela mesma forma um outro cão, pertencente ao sr. Vicente Gaspar Henriques.
A este foram prestados socorros, mas sem resultado.
O primeiro cão apresentava-se bem comido e tratado, devendo também ter dono.
À hora e que este jornal entra no prelo comunicam-nos estar a agonizar, em frente aos armazéns Cogumbreiro, um cão de vigia.
Sabemos que a polícia procura descobrir os canicidas.
Pela nossa parte protestamos contra o bárbaro procedimento desses indivíduos, quem quer que sejam, e ainda censuramos o procedimento dos diretores de farmácias que vendem esse veneno a criaturas anónimas e inconscientes – que outras não podem ser as que tão cruelmente procedem contra animais inofensivos – habilitando-as assim, a inclusivamente, atenderem contra a vida humana – pois quem por tal forma procede, se não completa a obra, eliminando o seu semelhante, é unicamente com medo do código penal.
Aqui fica registado, pois, o nosso protesto contra um e outro facto.
(A Folha, nº 457, 13 de Agosto de 1911)

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